Criações por espécies
Ocorre da Argentina e Bolívia ao sul da região amazônica. Há registros de sua ocorrência na Ilha do Marajó. O habitat da espécie são as regiões campestres, cerrados e veredas de buritizais (áreas úmidas). Ocorre também nos platôs descampados e nas áreas de campos e banhados do sul do Brasil. São animais ativos nas horas mais quentes do dia. Outrora abundante no Brasil, hoje sua área de ocorrência aparenta redução, sendo ainda abundante em áreas com relativa proteção como as áreas de proteção integral do Poder Público ou de particulares.
:: Antes de 1991, a carne de perdiz só era encontrada mediante encomenda, ilegalmente. Hoje, as comercializadas nos grandes mercados vêm de matrizes criadas em aviários devidamente legalizados. A criação de perdiz é um bom investimento, visto que a tendência para o consumo de carnes "exóticas" e cada vez maior. Biologia: A perdiz é uma espécie de hábito alimentar onívoro, podendo alimentar-se tanto de proteína de origem animal (artrópodes e invertebrados subterrâneos, com relatos de ataque a filhotes de outras aves e ratos), como alimento de origem vegetal (raízes tenras, brotos e sementes de gramíneas). Há discussões sobre a preferência alimentar, porém há indícios de que isto depende da fase de maturidade em que se encontrem os animais e da disponibilidade momentânea de alimento. Não há dimorfismo sexual entre os perdizes. O macho participa ativamente de todo o ciclo reprodutivo da espécie (cópula, incubação e cria de filhotes). A reprodução ocorre entre setembro e fevereiro. As fêmeas copulam com vários machos e se calcula que possam colocar entre 25 e 40 ovos num mesmo período reprodutivo. Ficha Técnica: 100 g de carne de perdiz crua contêm:
Usos e Produção: Animal de porte elegante e de canto melodioso, carne saborosos e peculiar "emoção" no uso de cachorros em sua caça, nos Estados onde a atividade é permitida, levam a perdiz a ter um lugar destacado como espécie cinegética, sobretudo para parques ou clubes de caça. No Brasil a criação em cativeiro é bastante insipiente, tendo sido alcançado bons resultados reprodutivos em criadouros localizados no Rio Grande do Sul. A UNESP de Jaboticabal vem trabalhando com o melhoramento genético da espécie. O manejo racional através da criação em cativeiro é regulamentada pelo IBAMA que recomenda-se o sistema de manejo intensivo ou o sistema semi-extensivo. Os objetivos comerciais podem ser tanto para produção de carne para consumo humano, como para a produção de matrizes e reprodutores destinados a instalação de outros criadouros. O uso de animais nascidos em cativeiro para repovoamento de áreas protegidas é outra alternativa para a criação. Áreas protegidas que demandem reintrodução das espécies poderão buscar nos criadouros animais para a soltura controlada. Parques e clubes de caça poderiam utilizar animais nascidos em criadouros comerciais para o abate controlado nas áreas especialmente criadas para esse fim. Enfim, o uso é múltiplo e deve ser estimulado pelo Poder Público, uma vez que o manejo de espécies silvestres traz benefícios econômicos, sociais e ecológicos.
Fonte: Coordenadoria de Fauna e Flora Silvestres - DIFAS/ DEVIS/ IBAMA e Cenargem/ Embrapa Voltar !
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